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George Brassens : o clássico dos clássicos

Pouco conhecido pelo público brasileiro, George Brassens é um dos grandes nomes da cultura francesa e mesmo 30 anos apóos sua morte, sua música continua sempre presente. Atemporal como todo clássico, que você tenha 8 ou 88 anos, seja homem moderno de um grande centro urbano ou simples agricultor, não importa, você se identificará com ao menos uma das canções de Monsieur Brassens.

Brassens nasceu em 1921 no sul da França. De origem humilde, seus valores sempre o acompanharam ao longo de sua carreira e apesar do grande sucesso que veio a conhecer à partir dos anos 50, continuou levando a mesma vida simples, morando no mesmo quarto e acompanhado pelos mesmos amigos que conheceu em tempos mais difíceis.

Extremamente rica e poética, suas letras fazem referência à Goethe, Mallarmé entre tantos outros nomes da literatura francesa. Brassens canta e encanta com suas belas construções de frases, nos falando sobre os temas essenciais : amor, amizade, morte, o passar do tempo..

Acompanhado de um violão e um contra-baixo, Brassens manteve-se fiel ao seu estilo durante toda a sua carreira. A obra é vasta e um banquete para quem gosta de poesia!

E se você ainda não conhece Brassens, nada melhor do que sua Mauvaise Réputation para te dar uma idéia deste grande homem:

 

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Je ne veux pas travailler

Como estes últimos dias foram um pouco tensos, nada melhor que um pouco de música para relaxar.

E já que é para relaxar, desce aí um Pink Martini!

Formada por 12 músicos e com repertório em vários idiomas, Pink Martini se inspira nas comédias musicais de Hollywood dos nos 40 e 50 e nos propõe uma viagem sonora por diferentes estilos musicais. Lounge, cosmopolita, com toques de batudada brasileira e ao mesmo tempo clássico. Enfim, não dá para definir, tem que ouvir!

O grupo, formado por americamos, começou a fazer shows na Europa no final da década de 90. O primeiro disco, Sympathique, foi lançado em 1997 e foi um enorme sucesso.

“Je ne veux pas travailler” faz parte do 1° disco do grupo e é lindamente cantada em francês pela China Forbes. A letra desta música foi inspirada num poema de 1913 do escritor francês Apollinaire.

E para quem gosta de cantar junto, segue a letra :

Ma chambre a la forme d’une cage
Le soleil passe son bras par la fenêtre
Les chasseurs à ma porte
Comme des petits soldats
Qui veulent me prendre

Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l’oublier
Et puis je fume

Déjà j’ai connu le parfum de l’amour
Un million de roses
N’embaumeraient pas autant
Maintenant une seule fleur
Dans mes entourages
Me rend malade

Refrain

Je ne suis pas fière de ça
Vie qui veut me tuer
C’est magnifique
Être sympathique
Mais je ne le connais jamais

Refrain

PS: caso alguém se divirta tentando traduzir a letra, já deixo avisado que existem alguns pequenos erros de sintaxe e que algumas frases parecem não ter muito sentido 😉

 

 

 

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L’homme à tête de chou

Fiquei alguns dias pensando qual artista escolher para inaugurar este  1° post sobre música francesa.

Obviamente, o assunto é vasto, eu não sou especialista de nada e gostaria de dividir com vocês “mes petites trouvailles”.

Serge Gaisnbourg não é nenhuma descoberta. Artista de múltiplos talentos (poeta, pintor, compositor,ator, cineasta e por aí vai..), é conhecido e admirado em vários cantos do planeta. Eu precisaria de muitas linhas para falar um pouco sobre este personagem polêmico, provocador e controverso, vou deixar isto para depois.

Para inaugurar este post, escolhi um álbum que eu adoro e que não foi nenhum grande sucesso de vendas na época. E  como muitas vezes acontece, quase 40 anons depois de seu lançamento, é hoje considerado um grande clássico.

Um dia, andando pelas ruas de Paris, Serge entrou numa galeria e se deparou com a escultura de um homem nú, sentado, braços sobre os joelhos e um pé de couve no lugar da cabeça. Serge acabou levando  l’homme à tête de chou para o jardim de sua casa e é esta escultura que vemos na capa do seu disco de 1976.

O álbum tem 12 faixas, misturando diferentes estilos, passando pelo rock progressivo, pop, reggae. Num álbum que dura 32 minutos, l’homme à tête de chou é um jornalista sem succeso, que se apaixona pela cabeleireira Marilou, que gosta de reggae e de vários outros homens…Quer ouvir?

Album completo aqui :

http://grooveshark.com/#!/album/L+Homme+T+te+De+Chou/5516412

 

Je suis l´homme à la tête de chou
Moitié légume moitié mec
Pour les beaux yeux de Marilou
Je suis allé porter au clou
Ma Remington et puis mon break
J´étais à fond de cale à bout
De nerfs, j´avais plus un kopeck
Du jour où je me mis avec
Elle je perdis à peu près tout,
Mon job à la feuille de chou
A scandales qui me donnait le bifteck
J´étais fini foutu échec
Et mat au yeux de Marilou
Qui me traitait comme un blanc-bec
Et me rendait moitié coucou.
Ah non tu peux pas savoir mec
Il lui fallait des discothèques
Et bouffer au Kangourou
Club alors je signais des chèques
Sans provision j´étais fou fou
A la fin j´y fis le caillou
Comme un melon une pastèque
Mais comment-Je ne vais pas du tout
Déballer comme ça aussi sec
Quoi? Moi? L´aimer encore? Des clous.
Qui et où suis-je? Chou ici ou
Dans la blanche écume varech
Sur la plage de Malibu

 

 

 

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Paris é uma festa

From blog.velib.paris.fr

Estamos na primavera, os dias estão ficando mais longos e o sol mais frequente! Que tal então aproveitar as festas ao ar livre, curtindo Paris de um jeito diferente?

Alguns endereços interessantes para você curtir o sol e o som :

La Cocobeach no Bois de Vincennes – 12 , Route de la Pyramide 75012

La Concrète – 69, Port de la Rapée 75012

Rosa Bonheur sur Seine – Port des Invalides, 75007

Para saber mais e descobrir outros endereços bacanas, dê uma olhada  aqui.

Atenção aos dias e horários de funcionamento, em alguns lugares como o La Concrète a festa começa às 10h00 da manhã e termina às 14h00!

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