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O estilo hipster francês

É  verdade que eu já havia percebido uma certa mudança e uma certa tendência no quesito vestimenta em alguns bares descolados aqui na França, e em algumas capitais do Brasil.
Isso já vem desde um certo tempo (alguns anos acho) mas só agora me dei conta da proliferação de brechós, barbearias estilo retrô e tatuadores aqui na França. Fato este que também notei quando estive no Brasil alguns meses atrás e imagino se estenda por muitas cidades no Ocidente.
Sabe aquele estilo barba comprida, visual moderno e óculos estilosos? Acho que muita gente  sabe do que estou falando, hipster é um dos assuntos do momento. Falar sobre moda, modismos e tendências não é muito a minha praia, mas estava fazendo uma pesquisa para preparar uma aula e acabei encontrando  um vídeo legal que mostra as diferenças e as semelhanças entre um hipster parisiense e um hipster berlinense.

O vídeo, que já é interessante por conta do formato (uma animação de 5 minutos produzido pelo canal Arte), é também um ótimo suporte para trabalhar sobre  alguns pontos da língua francesa e adquirir um vocabulário mais, digamos, descolado (branché). Através deste vídeo podemos trabalhar:

  • as expressões de comparações (les comparaisons)
  • vocabulário associado à roupas e estilo de vida (les vêtements et style de vie)
  • gírias e expressões  (l’argot)

Ficou curioso para ver o vídeo? Aí vai:

Para ajudar na compreensão, segue um pequeno léxico de apoio. As palavras estão classificadas de acordo com a ordem que são citadas no vídeo e a tradução é livre:

banlieue – periferia
aux allures de  – com ares de, semelhante àsoigner son look – cuidar do visual
barbe –  barba
moustache – bigode
chemise à carreaux – camisa listrada
lunettes à grosse monture – óculos com armação grande
pull à motif de grand-mère – blusa de frio com estampas do tempo da vovó, ou seja, retrô!
bonnet –  gorro (atenção ao falso cognato, bonnet não é boné!! boné em francês se diz casquette!)
chemise boutonnée –  camisa abotoada
taille haute – cintura alta
avoir la cote – fazer sucesso, ser popular
branché –  ligado, descolado
chiner – palavra familiar que significa procurar produtos em brechós, antiquários, feiras, etc..
friperie – local onde se vendem roupas e objetos usados, é o nome do brechó em francês!
bio –  orgânico
Bobo – bourgeois bohème, seria o nosso hippie chic!

Gostou deste post? Você encontrará mais vídeos interessantes aqui!

 

 

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2 Comentários

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Livros em francês : O pequeno príncipe

Você gosta de ler, está aprendendo francês e não sabe por onde começar?
Este livro é para você!

Não dá para mergulhar na história fazendo pausas a cada 5 palavras para consultar o dicionário, não é mesmo?? Quem gosta de ler e estuda línguas sabe bem como é diícil achar um livro interessante e com um vocabulário adaptado quando estamos começando a aprender um novo idioma..

Assim, quando me pedem recomendações de livros em francês, eu indico “Le Petit Prince” para todo mundo! Por quê? Bem, não apenas porque é um clássico e um dos livros mais vendidos no mundo, mas princialmente porque ele aborda temas universais em linguagem simples e cheia de poesia, a leitura é fácil e acessível à todas as idades, e você poderá trabalhar vários pontos de gramática e  vocabulário.

 

petit prince
Mesmo em nível debutante (A1/A2) já é possível ter uma boa compreensão do livro. Eu sugiro que você leia este livro após já ter estudado o “passé composé”. Embora no livro você também encontrará outros tempos verbais, tais como “imparfait”, “passé simple” e “subjonctif”, se você já estudou o “passé composé”, poderá compreender a narrativa sem maiores dificuldades.

A minha dica é fazer uma primeira leitura de cada capítulo (eles são curtinhos) e tentar entender o contexto geral (onde se passa, quem são os personagens, sobre o quê estão conversando, etc..). Uma vez feita esta primeira análise, faça uma leitura tentando identificar os tempos verbais, anote as palavras e expressões novas que você entendeu dentro de um dado contexto e verifique se sua interpretação está correta. Através da leitura fica muito mais fácil compreender o uso de verbos e expressões, e aos poucos você vai aumentando seu vocabulário.

Como se trata de um dos livros mais vendidos no mundo, você encontrará facilmente na internet. Se quiser uma versão em pdf do livro em francês, é por aqui: http://www.saintexupery-domainepublic.be/wp-content/uploads/2015/02/petitprince2.pdf

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Curta em francês!

Embora já tenha lido diversos livros sobre didática e técnicas de aprendizagem de uma nova língua, acredito que o aprendizado de um modo geral é algo bastante subjetivo. O que funciona para mim, nem sempre será o método mais adaptado ao meu vizinho e vice-versa. Algumas pessoas possuem maior percepção auditiva e conseguem reproduzir sons com bastante facilidade. Já outras podem ser mais visuais, conseguem memorizar melhor um texto escrito ou imagens.

Independente do perfil de cada pessoa, o contato diário com a nova língua é fundamental para evoluir no aprendizado.
Eu adoro assistir filmes e documentários e para mim esta é uma das maneiras mais prazerosas de estudar uma nova língua. Quando assisto filmes em inglês por exemplo, sempre que possível coloco as legendas em inglês e isso facilita muito não apenas a compreensão (sem legendas acho que entendo uns 60%) mas também a memorização de novas palavras (minha memória é visual!).

O que é legal é que existe muito material disponível na internet para quem quer praticar. Eu adoro filmes, mas sei que nem sempre são acessíveis, o vocabulário às vezes é complexo para quem é iniciante e 2 horas de concentração pode ser bastante cansativo no início. E por que não começar com curta-metragens? Sempre que possível, gosto de trabalhar com curtas, é possível visualizá-los em sala e discutir com os alunos. Este tipo de formato é excelente para quem quer praticar mas não dispõe de muito tempo, e o que é melhor, alguns deles você poderá encontrar integralmente no youtube e dailymotion.

Motivados? Segue uma listinha de alguns curtas em francês que vocês poderão curtir:

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Momento de desacelerar

 Quando alunos me perguntam sobre sites e canais interessantes em língua francesa eu geralmente cito o Arte (a pronúncia correta é artê). Arte é uma rede pública de televisão franco-alemã mais voltada para questões culturais. O conteúdo é variado e rico, com alguns programas de cunho filosófico, grandes clássicos do cinema e discussões sobre a atualidade. Você pode acessar diretamente o canal através deste link

Mas o que eu gostaria mesmo de dividir aqui é o excelente documentário “L’urgence de Ralentir”, produzido pela Arte. O documentário traz  uma discussão sobre o nosso ritmo de vida cada vez mais acelerado, com o auxílio da tecnologia vivemos na era do imediato e muitas vezes nem nos questionamos sobre a nossa relação com o tempo, e nem com aquilo que estamos produzindo e consumindo. O mais interessante porém é que o documentário mostra as iniciativas individuais e coletivas de pessoas que decidiram seguir por um caminho alternativo. E não de estamos falando de morar no meio da floresta, mas de pessoas que mesmo em grandes cidades resolveram se organizar e fazer a diferença!

Para quem ficou curioso e quer assistir, é por aqui

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George Brassens : o clássico dos clássicos

Pouco conhecido pelo público brasileiro, George Brassens é um dos grandes nomes da cultura francesa e mesmo 30 anos apóos sua morte, sua música continua sempre presente. Atemporal como todo clássico, que você tenha 8 ou 88 anos, seja homem moderno de um grande centro urbano ou simples agricultor, não importa, você se identificará com ao menos uma das canções de Monsieur Brassens.

Brassens nasceu em 1921 no sul da França. De origem humilde, seus valores sempre o acompanharam ao longo de sua carreira e apesar do grande sucesso que veio a conhecer à partir dos anos 50, continuou levando a mesma vida simples, morando no mesmo quarto e acompanhado pelos mesmos amigos que conheceu em tempos mais difíceis.

Extremamente rica e poética, suas letras fazem referência à Goethe, Mallarmé entre tantos outros nomes da literatura francesa. Brassens canta e encanta com suas belas construções de frases, nos falando sobre os temas essenciais : amor, amizade, morte, o passar do tempo..

Acompanhado de um violão e um contra-baixo, Brassens manteve-se fiel ao seu estilo durante toda a sua carreira. A obra é vasta e um banquete para quem gosta de poesia!

E se você ainda não conhece Brassens, nada melhor do que sua Mauvaise Réputation para te dar uma idéia deste grande homem:

 

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Je ne veux pas travailler

Como estes últimos dias foram um pouco tensos, nada melhor que um pouco de música para relaxar.

E já que é para relaxar, desce aí um Pink Martini!

Formada por 12 músicos e com repertório em vários idiomas, Pink Martini se inspira nas comédias musicais de Hollywood dos nos 40 e 50 e nos propõe uma viagem sonora por diferentes estilos musicais. Lounge, cosmopolita, com toques de batudada brasileira e ao mesmo tempo clássico. Enfim, não dá para definir, tem que ouvir!

O grupo, formado por americamos, começou a fazer shows na Europa no final da década de 90. O primeiro disco, Sympathique, foi lançado em 1997 e foi um enorme sucesso.

“Je ne veux pas travailler” faz parte do 1° disco do grupo e é lindamente cantada em francês pela China Forbes. A letra desta música foi inspirada num poema de 1913 do escritor francês Apollinaire.

E para quem gosta de cantar junto, segue a letra :

Ma chambre a la forme d’une cage
Le soleil passe son bras par la fenêtre
Les chasseurs à ma porte
Comme des petits soldats
Qui veulent me prendre

Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l’oublier
Et puis je fume

Déjà j’ai connu le parfum de l’amour
Un million de roses
N’embaumeraient pas autant
Maintenant une seule fleur
Dans mes entourages
Me rend malade

Refrain

Je ne suis pas fière de ça
Vie qui veut me tuer
C’est magnifique
Être sympathique
Mais je ne le connais jamais

Refrain

PS: caso alguém se divirta tentando traduzir a letra, já deixo avisado que existem alguns pequenos erros de sintaxe e que algumas frases parecem não ter muito sentido 😉

 

 

 

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Os bairros parisienses

Eu já havia postado aqui uma animação sobre os clichês franceses.

Recentemente, me deparei com uma outra animação que conta como foi feita inicialmente a divisão dos bairros parisienses e como chegamos à atual divisão, em forma de caracol.

Um vídeo legal, com sub-títulos em francês, que vai te ajudar a entender com é a divisão dos bairros (arrondissements) em Paris.

Quer saber aonde fica a Chinatown parisiense ? Assista o vídeo!

 

 

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Volta ao mundo versão culinária

Elle propose un aperçu de son tour du monde culinaire avec des clichés mêlants voyage et nourriture sur Instagram

Unindo suas 2 grandes paixões, viagens e comida, uma web designer indonésia viaja pelo mundo fazendo fotos bem originais das comidas locais.

tour du monde culinaire

Para ler em francês aqui!

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Paris no bolso

Um pequeno guia de Paris, pas comme les autres!

Bonjour Paris é um pequeno guia de bolso desenhado à mão e conta com mais de 75 endereços preciosos para quem deseja curtir Paris fora do comum.

bonjour paris

 

http://www.marinmontagut.com/bonjour-paris/

 

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L’homme à tête de chou

Fiquei alguns dias pensando qual artista escolher para inaugurar este  1° post sobre música francesa.

Obviamente, o assunto é vasto, eu não sou especialista de nada e gostaria de dividir com vocês “mes petites trouvailles”.

Serge Gaisnbourg não é nenhuma descoberta. Artista de múltiplos talentos (poeta, pintor, compositor,ator, cineasta e por aí vai..), é conhecido e admirado em vários cantos do planeta. Eu precisaria de muitas linhas para falar um pouco sobre este personagem polêmico, provocador e controverso, vou deixar isto para depois.

Para inaugurar este post, escolhi um álbum que eu adoro e que não foi nenhum grande sucesso de vendas na época. E  como muitas vezes acontece, quase 40 anons depois de seu lançamento, é hoje considerado um grande clássico.

Um dia, andando pelas ruas de Paris, Serge entrou numa galeria e se deparou com a escultura de um homem nú, sentado, braços sobre os joelhos e um pé de couve no lugar da cabeça. Serge acabou levando  l’homme à tête de chou para o jardim de sua casa e é esta escultura que vemos na capa do seu disco de 1976.

O álbum tem 12 faixas, misturando diferentes estilos, passando pelo rock progressivo, pop, reggae. Num álbum que dura 32 minutos, l’homme à tête de chou é um jornalista sem succeso, que se apaixona pela cabeleireira Marilou, que gosta de reggae e de vários outros homens…Quer ouvir?

Album completo aqui :

http://grooveshark.com/#!/album/L+Homme+T+te+De+Chou/5516412

 

Je suis l´homme à la tête de chou
Moitié légume moitié mec
Pour les beaux yeux de Marilou
Je suis allé porter au clou
Ma Remington et puis mon break
J´étais à fond de cale à bout
De nerfs, j´avais plus un kopeck
Du jour où je me mis avec
Elle je perdis à peu près tout,
Mon job à la feuille de chou
A scandales qui me donnait le bifteck
J´étais fini foutu échec
Et mat au yeux de Marilou
Qui me traitait comme un blanc-bec
Et me rendait moitié coucou.
Ah non tu peux pas savoir mec
Il lui fallait des discothèques
Et bouffer au Kangourou
Club alors je signais des chèques
Sans provision j´étais fou fou
A la fin j´y fis le caillou
Comme un melon une pastèque
Mais comment-Je ne vais pas du tout
Déballer comme ça aussi sec
Quoi? Moi? L´aimer encore? Des clous.
Qui et où suis-je? Chou ici ou
Dans la blanche écume varech
Sur la plage de Malibu

 

 

 

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