L’homme à tête de chou

Fiquei alguns dias pensando qual artista escolher para inaugurar este  1° post sobre música francesa.

Obviamente, o assunto é vasto, eu não sou especialista de nada e gostaria de dividir com vocês “mes petites trouvailles”.

Serge Gaisnbourg não é nenhuma descoberta. Artista de múltiplos talentos (poeta, pintor, compositor,ator, cineasta e por aí vai..), é conhecido e admirado em vários cantos do planeta. Eu precisaria de muitas linhas para falar um pouco sobre este personagem polêmico, provocador e controverso, vou deixar isto para depois.

Para inaugurar este post, escolhi um álbum que eu adoro e que não foi nenhum grande sucesso de vendas na época. E  como muitas vezes acontece, quase 40 anons depois de seu lançamento, é hoje considerado um grande clássico.

Um dia, andando pelas ruas de Paris, Serge entrou numa galeria e se deparou com a escultura de um homem nú, sentado, braços sobre os joelhos e um pé de couve no lugar da cabeça. Serge acabou levando  l’homme à tête de chou para o jardim de sua casa e é esta escultura que vemos na capa do seu disco de 1976.

O álbum tem 12 faixas, misturando diferentes estilos, passando pelo rock progressivo, pop, reggae. Num álbum que dura 32 minutos, l’homme à tête de chou é um jornalista sem succeso, que se apaixona pela cabeleireira Marilou, que gosta de reggae e de vários outros homens…Quer ouvir?

Album completo aqui :

http://grooveshark.com/#!/album/L+Homme+T+te+De+Chou/5516412

 

Je suis l´homme à la tête de chou
Moitié légume moitié mec
Pour les beaux yeux de Marilou
Je suis allé porter au clou
Ma Remington et puis mon break
J´étais à fond de cale à bout
De nerfs, j´avais plus un kopeck
Du jour où je me mis avec
Elle je perdis à peu près tout,
Mon job à la feuille de chou
A scandales qui me donnait le bifteck
J´étais fini foutu échec
Et mat au yeux de Marilou
Qui me traitait comme un blanc-bec
Et me rendait moitié coucou.
Ah non tu peux pas savoir mec
Il lui fallait des discothèques
Et bouffer au Kangourou
Club alors je signais des chèques
Sans provision j´étais fou fou
A la fin j´y fis le caillou
Comme un melon une pastèque
Mais comment-Je ne vais pas du tout
Déballer comme ça aussi sec
Quoi? Moi? L´aimer encore? Des clous.
Qui et où suis-je? Chou ici ou
Dans la blanche écume varech
Sur la plage de Malibu

 

 

 

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